19 de janeiro de 2012

AS TRÊS ILHAS NA VIDA DE UM CRISTÃO






     Morar em uma ilha não deve ser nada fácil, viver isoladamente da "civilização moderna", da "mídia", da "massa" nos traz uma idéia de solidão, de anonimato, de perda e por aí vai. Mas aprendemos com Deus que mesmo numa ilha tiramos lições para a nossa vida. Todo cristão deve aproveitar os momentos em que estão habitando em uma ilha para aprender mais com Deus.
     Geralmente em uma ilha não tem água doce, não tem açougue, supermercado, hospital, assim o meio de sobrevivência é precário. o peixe não aparece, o homem tem que pescar, a comida não vem, o homem tem que caçar.

     A primeira ilha que o cristão desembarca é a ilha chamada de Malta (Atos 28.1), a ilha do escape, a ilha da salvação, onde o apóstolo Paulo desembarcou, mesmo com o barco todo quebrado, ele chegou são e salvo. nesta ilha uma víbora o picou, mas ele possuia em suas veias um antídoto mais forte, o "Sangue de Jesus", nesta ilha Deus nos dá a Salvação.

   A segunda ilha é chamada de ilha de Creta (Tito 1.5), nesta Paulo teve que deixar Tito eleger a liderança da igreja. é chamada de ilha do ensino. A igreja estava se estabelecendo em todas as partes, inclusive dentro de uma ilha. a Palavra chava para Creta é "Ensino". Aprendemos com Deus em Creta sobre o ministério que Deus nos entregou, a parte eclesiásistica sendo organizada.
    
     A terceira e última ilha é a de Patmos (Apocalipse 1.9), também chamada de ilha da "Revelação" ou da "Intimidade com Deus". Em Patmos Deus se revela ao homem, Deus se apresenta de algumas formas diferentes. Nesta ilha o cristão entende os mistérios, as coisas são esclarecidas, as cortinas do céu são abertos, e conseguimos enxergar as coisas celestes mesmo que estejamos com os olhos fechados.


   
Conferencista Washington Ximenes




3 de maio de 2011

Um novo cântico


"Cantem ao SENHOR um novo cântico;
cantem ao SENHOR, todos os habitantes da terra!
"
(Salmos 96.1 – NVI)





Cantem ao SENHOR um novo cântico.

Que seja um permanente cântico de AMOR. Uma canção que dá ao Criador a glória e a honra devida, não para cumprir uma imposição bíblica, mas para demonstrar um sentimento verdadeiro, que existe de fato e que é disposto a renunciar o tempo, a vontade, as posses, o próprio eu, simplesmente por amar Deus acima de tudo. Uma canção nova, que reconhece Deus por quem Ele é, e não somente pelo que Ele faz. Que expressa o amor por Deus e também pelo que Ele ama. Uma canção que demonstra tolerância e perdão, pois nenhum acontecimento justifica o ódio nem explica a amargura. Cantem ao SENHOR um novo cântico de amor.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de pura ALEGRIA, demonstrando gratidão pelos feitos do SENHOR. Deixem aquele cântico de sempre, que reclama, murmura e até blasfema quando as dificuldades surgem. Mas cantem um cântico sincero em agradecimento pelas coisas que temos e que muitas outras pessoas precisam e não têm. Cantem também em agradecimento pelo que não temos, pois Deus sabe o quanto deixaríamos de aprender com Ele caso as tivéssemos. Cantem ao SENHOR um cântico que sai das profundezas da alma trazendo à tona a felicidade de ser um redimido em Jesus Cristo, de não estar mais condenado ao inferno, de já não ser escravo do diabo e do pecado, de ter a liberdade e a comunhão com o Eterno. A felicidade de poder escolher aprender com as circunstâncias e de ver os problemas como possibilidades para encontrar-se mais intimamente com Deus. Cantem ao SENHOR um novo cântico de alegria.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de plena PAZ, a Paz que excede todo entendimento e que não pode ser, jamais, encontrada no mundo. Uma Paz que permanece em meio às mais atrozes adversidades, fazendo brotar o sincero louvor dos lábios e o reconhecimento da santidade e soberania, da perfeição e sabedoria de Deus. Uma Paz que emana da fé nAquele que tem o domínio do universo e o senhorio absoluto sobre toda a Criação. Que seja um cântico de Paz enquanto se espera, enquanto se guerreia, enquanto se dá. Que seja um cântico de Paz enquanto se perdoa, pois só assim é que se tem vida. Cantem ao SENHOR um novo cântico de paz.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de PACIÊNCIA, aquela postura inteligente que assina todos os grandes projetos realizados na vida. Paciência é uma virtude que se aprende a produzir nas tribulações. Bem-aventurados são os que adquirem a paciência do SENHOR e por ela atravessam a vida sem perder de vista a vontade perfeita do Deus que lhes dirige os passos. Há grande recompensa em saber esperar, em ter auto-controle, em focalizar-se no futuro eterno. O zelo pelas coisas certas nos faz crescer espiritualmente, mas é a paciência que nos fará alcançá-las. Por tanto, cantem ao SENHOR um novo cântico de paciência.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de AMABILIDADE, de benignidade. Ternura no falar, no fazer, no pensar, no ouvir, no ser. Um cântico que não provém de fontes escuras, partidárias, preconceituosas, mas um que expressa a alma pura, não perigosa nem maligna. Um cântico que ajude a erguer o caído, a fortalecer o cansado, a consolar o aflito. Um novo cântico, que demonstre um coração capaz de ouvir sem julgar, de se pôr na posição do outro para não condenar, de aconselhar sem maltratar. Um coração capaz de acolher em vez de desprezar, de auxiliar em vez de atrapalhar, de julgar não pela aparência, mas pela reta justiça. Um coração generoso, que trata a maldade nos outros com o mesmo amor e paciência com que Deus a trata em nós. Cantem ao SENHOR um novo cântico de amabilidade.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de BONDADE, porque ninguém recebe mais do que aquele que se doa. A bondade é uma linguagem universal e ilimitada. Não se restringe às diferenças raciais, às limitações do físico, à distância entre os homens. Mesmo os surdos ouvem e os cegos lêem a linguagem da bondade, que contrapõe-se completamente ao próprio ego e inclina-se diretamente ao altruísmo. A exemplo de Cristo, ser bom para com todos é uma qualidade extraordinária que só os notáveis dentre os homens possuem. Esses tais não são notáveis porque tentam mudar o mundo, mas que, pela bondade de Deus em seus corações, mudam o mundo de muitos. Cantem, pois, ao SENHOR um novo cântico de bondade sem limites.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de FIDELIDADE a Deus, aos homens e a si mesmo. Um cântico que fala da natureza renovada, leal e constante em sua postura de amar, servir e obedecer a Deus. Uma canção que fala do novo ser que procura cumprir o que promete e pratica o que anuncia, que merece respeito pela sua nova moral reformada nos moldes do caráter de Jesus Cristo. Cantem um novo cântico que expressa a segurança nas certezas irrevogáveis dos Céus e a disposição em permanecer firme no propósito de entrar nele. Cantem ao SENHOR um novo cântico de fidelidade.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de MANSIDÃO, conscientes que nada pode ser vencido pela própria força, mas tudo pode ser destruído quando a arrogância e a brutalidade ganham espaço. Escolham não se irritarem, e em vez de revidar, abençoem; em vez de reclamar, louvem a Deus; em vez de exigir dos outros, conversem consigo mesmos. A serenidade é um dos destaques da pessoa de Cristo, e precisa ser contemplada na personalidade dos Seus seguidores, também. Por isso, cantem ao SENHOR um novo cântico de mansidão.

Cantem ao SENHOR um novo cântico. Um cântico de DOMÍNIO PRÓPRIO. A podridão do pecado e das paixões não pode contaminar a alma, que é eterna. As coisas deste mundo passam. Os tesouros deste mundo se degeneram com os anos. Os prazeres se vão tão logo cesse a vida aqui. Por que, então, permitir-se destruir? O auto-controle é um benefício dado por Deus aos homens para que vençam o mal que pretende fazê-los se auto-destruírem. Por causa do Calvário, somos livres para escolher vivermos com temperança. Cantem, então, ao SENHOR um novo cântico de domínio próprio.

Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Eis a nova canção da vida de pessoas lavadas no Sangue de Jesus Cristo - aquelas que já morreram para o mundo e renasceram em Deus. Não estão isentas de desafinarem em muitos momentos da vida. Mas quando isso acontecer, têm humildade e ânimo suficientes para se dirigirem ao Divino Maestro e buscarem mais da Sua Divina Graça.

É assim que se aperfeiçoam e se preparam para, muito em breve, entrarem os portões celestiais entoando o canto dos salvos, a canção final do triunfo em Cristo, o hino de glória que nunca terá fim.


[Experimente Jesus!]

1 de abril de 2011

APENAS COPOS, E NADA MAIS!




“Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao Teu nome, por Teu amor e por Tua fidelidade.”
Salmos 115.1 - NVI


Concordemos...

Quando olhamos aquele estado de miséria espiritual, de infelicidade e os maus comportamentos que tínhamos antes de conhecermos Jesus, e comparamos esse estado com nossa maneira de viver hoje, andando em paz como filhos da luz, transmitindo uma mensagem de ânimo e abençoando vidas... realmente enche o nosso coração de alegria ouvir frases do tipo: “Eu adoro estar com você!”, “Você conversa coisas que me ajudam...”, “Gosto da sabedoria e da simplicidade que há no seu jeito de ser!”

Mas esses elogios devem encher nossos corações de alegria, não de orgulho. E devem ser canalizados imediatamente para Cristo, não para nossos próprios méritos. Pois não temos nenhum.

Quando andávamos pelo mundo sem Jesus Cristo, distantes do amor de Deus, éramos seres vazios, como um copo apenas. Ou, se havia algum conteúdo dentro desse copo, sem a graça de Cristo para torná-lo bom, esse conteúdo não passava de vitamina podre, de leite azedo. Hoje, continuamos sendo como copos, mas agora estamos cheios de coisa boa. Cheios do Espírito Santo. Contudo, ainda somos copos.

A diferença não está em nós – os copos – mas no conteúdo em seu interior. As pessoas não bebem o copo, mas o suco que está dentro dele. Quando o suco acaba, o copo volta a ser um copo vazio. Nada mais que isso!

Conheço pessoas – e eu mesmo já o fiz – que bebiam água em cuias de casca de coco porque não tinham dinheiro para comprar meia dúzia de copos. Mas sua sede era saciada porque elas tomaram da água e não porque comeram das cuias(!). Se quisessem, poderiam tomar água até com as próprias mãos colocando-as em forma de concha. Dispensariam as cuias. E os copos!

Da mesma maneira, nós continuamos sendo seres humanos, como antes. Mas agora, conhecedores da verdade, carregando Cristo em nós. Essa é a diferença em nossas vidas e o motivo pelo qual hoje somos agradáveis para muitas pessoas que procuram paz e uma mensagem de encorajamento. Não somos a paz, nem somos a mensagem. Temos a paz e a mensagem de Deus dentro de nós. Somos os copos. As pessoas bebem do conteúdo que há em nós.

Por isso, não deixe que o orgulho te envolva, fazendo você pensar que o mérito dos talentos é seu, a perfeição do dom é sua, a sabedoria e a criatividade vêm de você.

Alegre-se quando ouvir elogios mas alegre-se por saber que se tratam da presença de Deus em você.

É que tudo isso vem Dele... o delicioso conteúdo dentro do copo...

A maravilhosa presença da glória em sua vida!

19 de março de 2011

Mãos cheias, coração vazio...



“Melhor é a mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho, e aflição de espírito.” (Eclesiastes 4.6)


O trabalho dignifica o homem. Não há nenhuma dificuldade em se observar o prazer que nos envolve quando realizamos bem um dever.

Contudo, o trabalho excessivo prejudica e destrói... destrói sonhos que Deus coloca nos corações de Seus filhos; destrói momentos de alegria e gozo com a família, com os amigos e com o próprio Deus; destrói possibilidades que se tornam oportunidades perdidas; destrói os sentimentos de comunhão, de fraternidade, de aceitação.

Um sábio que, após certo período de sua vida, começou a dedicar sua vida ao acúmulo de riquezas materiais e ao gozo destas, concluiu que é melhor ter pouco em uma das mãos mas tê-lo com descanso da alma, do que ter ambas as mãos cheias de bens e fortunas e, no entanto, o produto de tanto trabalho ser aflição de espírito.

Com a mão que permanece vazia, podemos saudar pessoas, demonstrando-lhes amor e amizade; podemos ajudar quem precisa; podemos abençoar outras vidas; podemos nos alimentar e até alimentar outros; podemos construir; podemos fazer carinhos e afagos em pessoas queridas; podemos continuar sendo produtivos, sem nos enfadar por termos acumulado riquezas e bens e já não precisarmos (ou, antes, não podermos) mais realizarmos obras fecundas, que realmente possam dar sentido à vida.

Certa vez um salmista declarou: “Aqueles que confiam na sua fazenda, e se alegram na multidão das suas riquezas, nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre)...O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.” (Salmos 49.6-8,20)

Há um veredicto que deve existir na vida de todas as pessoas que professam o Senhorio de Cristo sobre elas: o materialismo não pode tornar-se o nosso alvo, mas deve ser provisão divina para nós como demonstração dos cuidados de Deus sobre todos os que buscam primeiramente o Seu Reino e a Sua Justiça (Mateus 6.22). Pois os verdadeiros tesouros são aqueles que estão acumulados diante de Deus, no Céus, onde o ladrão não mina, a ferrugem não consome e a traça não corrói. (Mateus 6.19-20)

Onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mateus 6.21), e nada mais necessário e conveniente que todo ouro deste mundo é termos o perdão de Deus, a salvação em Cristo e a comunhão com o Espírito Santo, tesouros que cabem em nossos corações, nos permitem manter nossa mão vazia – pronta para servir e abençoar, e o melhor: são os maiores bens que alguém pode possuir... Tal valor é inestimável!

O acúmulo de riquezas na terra é algo que enche os olhos e as mãos de muitos, mas mantém os corações vazios de Deus...

6 de março de 2011

Com os olhos de Deus

“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpas e em quem não há hipocrisia!” (Salmos 32.1-2)


Não é que alguém possa ser religioso o suficiente para nunca cometer uma transgressão. É que Deus perdoa transgressões e dá novas oportunidades ao homem (1Pedro 1.3).

Não é que alguém possa nascer sem pecados. É que todos pecaram e foram desprovidos da glória de Deus (Romanos 3.23), mas o Senhor apaga os pecados do homem que busca a Sua misericórdia (Salmos 32.5).

Não é que Deus viva com um dedo apontado para nós atribuindo uma a uma de nossas culpas. É que os Seus olhos estão procurando os fiéis sobre a terra (Salmos 101.13) e toda a nossa maneira de viver está nua perante a face de Deus (Isaías 40.27,28), embora muitas pessoas insistam em viver de aparências.

Não é que Deus queira expor nossas imundícies e nos ridicularizar. É que quem confessa e deixa alcança misericórdia e se aproxima mais de Deus (Provérbios 28.13).

Não é que Deus tenha prazer nos castigos ou na morte de alguém (Ezequiel 18.23; 33.11). É que o pecado monta uma barreira entre nós e Deus e nos afasta da luz, da vida, do amor do Pai (Efésios 2.12-16).

Não é que Deus queira nos forçar a nada (Zacarias 4.6b). É que Ele é o único caminho, a única verdade verdadeira e a única vida que dura eternamente (João 14.6).

Não é que Deus tenha perdido o controle da nossa situação (Salmos 145.13; Daniel 4.3). É que o nosso tempo de vida é escasso e ainda assim não temos procurado por Deus enquanto Ele pode ser encontrado (Salmos 32.6; Isaías 55.6; Efésios 5.16; Colossenses 4.5).

Não é que Deus não Se importe conosco. Ele Se importa. Importa-Se tanto que chegou a dar a própria vida para que tivéssemos o direito de vivermos dignamente aqui e, na eternidade, com honras e descanso absoluto ao Seu lado (Apocalipse 5.9-10; 21.2-3, 23-27).

Resta, agora, que nós também nos importemos seriamente com isso, e busquemos santificação a cada dia, já que sabemos que sem ela, ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14). Pois não é que Deus seja impiedoso e seletista para nos abençoar e salvar (Deuteronômio 10.17). É que Deus tem compromisso com quem tem compromisso com Ele (2Crônicas 15.2b).

[By Experimente Jesus!]

5 de fevereiro de 2011

O atraso



“...O Senhor puniu o faraó e sua corte com graves doenças, por causa de Sarai, mulher de Abrão. Por isso, o faraó mandou chamar Abrão e disse: ‘O que você fez comigo? Por que não me falou que ela era sua mulher? Por que disse que era sua irmã? Foi por isso que eu a tomei para ser minha mulher.” (Gênesis 12.17-19)


A mentira sempre foi um atraso no relacionamento do homem com Deus. Ela foi a primeira lição do diabo para a humanidade.

Ainda no Édem, a serpente perguntou maliciosamente à mulher: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gênesis 3.1), quando Deus havia dito para que comesse livremente de todas as árvores do jardim, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comesse, certamente o homem morreria (Gênesis 2.16-17).

Como não fosse o bastante, em seguida à resposta da mulher, a serpente mentiu mais uma vez, e colocou Deus como mentiroso, dizendo: “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem [do fruto do conhecimento do bem e do mal], seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5). Desde então, a mentira arrebata corações, mentes, atitudes e corpos, levando o homem a uma falsidade em todos os seguimentos dos seus relacionamentos.

O homem mente para os outros homens. Na tentativa de ganhar vantagens, de omitir algo de natureza importante, de prejudicar outrem, o homem mente e muitas vezes sustenta sua mentira até ultrapassar o limite mais extremo.

O homem mente para Deus. Através de suas ciência e capacidade produtiva, o homem procura impressionar Deus, escondendo seu caráter perverso atrás de suas obras, sejam elas grandes ou pequenas. O homem não admite para Deus os seus erros e falhas, não reconhece sua condição deformada pelo pecado e nem busca auxílio para livrar-se dela. No entanto, procura dar altos dízimos [quando é cristão], procura realizar grandes obras, procura enfeitar seus discursos acerca de si mesmo, crendo ser alguém pronto para entrar no céu através desses meios.

O homem mente para si mesmo. Ele se olha no espelho e vê um corpo bonito, um rosto perfeito. Olha em sua conta bancária e vê um saldo satisfatório. Olha ao seu redor e vê grandes amizades. Olha para suas paredes e vê seus certificados. E ele acredita ter conseguido tudo isso sem o auxílio de Deus. Mas quando olha para dentro de si mesmo, finge não enxergar o vazio do seu espírito, a podridão do seu caráter pecador e mau. Deixa-o exatamente como está, porque acredita que abrir mão do seu estilo de vida regalado em nome de uma transformação interior é loucura. Escolhe mentir para si mesmo que é grande, forte e totalmente independente de Deus, o seu Criador.

Abrão saiu da terra de Ur para a terra prometida por Deus. Mas no caminho, ele entendeu que devia mentir. Então, em vez de continuar em frente, voltou para uma cidade pela qual já tinha passado e também onde já havia construído um altar.

Mentira só atrapalha e, em vez de Abrão prosseguir, regrediu. E não só regrediu: ficou “indo de um lugar a outro, até que chegou ao lugar entre Betel e Ai onde já havia armado acampamento anteriormente, e onde pela primeira vez, tinha construído um altar.” (Gênesis 12.3-4)

Hipocrisia, falsidade, mentira. Tudo isso é exemplo muito claro de motivos pelos quais a humanidade e, infelizmente, muitos cristãos, são tão vazios e sem direção, mesmo tendo um Deus tão grande, forte e maravilhoso como o nosso Deus.

[Experimente Jesus!]

29 de janeiro de 2011

As Três Tentações Humanas: SER, TER e PODER

     O homem está rodeado de tentações. Nisto conhecemos que precisamos da presença de Deus em nossas vidas para suprir essa carência. Dentre as várias tentações que a alma humana sente, existem três que aparecem como carrochefe deste grande desfile. São eles: SER, TER e PODER. A autoconfiança, a inteligência e as aptidões vocacionais têm levado o homem a pensar que pode chegar num patamar como um deus. Essa grandeza na alma tem feito que a presença de Deus não tenha mais lugar nesse coração. O SER do homem, tem diminuído o seu pensamento de sua capacidade mental em relação à sua posição diante de Deus.
     Outra tentação humana chama-se o TER. Isso leva o homem a acreditar na sua própria condição de sobrevivência, suas autorrealizações. Essa busca inflamada por TER algo, muitas vezes, o leva a fazer loucuras para conseguir o seu objetivo. A ganância nunca supre a alma; sempre há essa busca pelo querer TER.
     A terceira grande tentação é o PODER. Esse poder faz com que o homem derrube do tapete todos aqueles que estão em pé. A poeira suja debaixo do tapete tem levado pessoas a perderem as estribeiras desta grande carruagem chamada Vida.

     Abraço.